Evento gratuito reúne especialistas nos dias 15 e 16 de setembro de 2026 para discutir Inteligência Artificial, ISO 19011:2026, prevenção de danos, atuação pericial e mercado profissional
Resumo
O INBEC promove, nos dias 15 e 16 de setembro de 2026, o Seminário Nacional – Perícia Judicial e Auditoria Ambiental: Estratégia, Tecnologia e Mercado. Gratuito e realizado online, o evento reunirá especialistas para discutir questões que estão interferindo diretamente na atuação de peritos e auditores ambientais, entre elas a nova ISO 19011:2026, o uso da Inteligência Artificial em auditorias, a aplicação preventiva de pareceres extrajudiciais, as negociações de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e a construção de carreira na área. A programação foi organizada para aproximar três dimensões que precisam conversar na prática profissional: formação técnica, transformação tecnológica e compreensão do mercado.
Tópicos que você vai encontrar neste texto
- O que será discutido no Seminário Nacional
- O que a ISO 19011:2026 traz para a discussão sobre auditorias
- Como a Inteligência Artificial pode entrar na rotina do auditor
- Qual a diferença entre Perícia Judicial e Auditoria Ambiental
- Pareceres extrajudiciais e prevenção de danos ambientais
- Mercado e posicionamento profissional para peritos e auditores
- Quem são os especialistas participantes
- Como participar gratuitamente
Por que discutir Perícia Judicial e Auditoria Ambiental agora?
Quem trabalha com questões ambientais precisa lidar com uma quantidade significativa de variáveis: normas, legislação, documentos, evidências, riscos, impactos, responsabilidades e interesses de diferentes partes. A tecnologia acrescentou outra camada a esse trabalho.
Ferramentas de Inteligência Artificial já conseguem apoiar atividades de pesquisa, organização documental, tratamento de informações e outras tarefas que fazem parte da rotina de diferentes profissões. Ao mesmo tempo, referências técnicas importantes estão sendo atualizadas para acompanhar mudanças na maneira como as organizações trabalham.
É o caso da ISO 19011:2026, publicada em maio de 2026 e que substitui a edição de 2018. A norma internacional estabelece diretrizes para auditorias de sistemas de gestão, incluindo sistemas de gestão ambiental como os relacionados à ISO 14001. Entre os assuntos contemplados estão princípios de auditoria, gestão de programas, realização das auditorias e avaliação da competência dos profissionais envolvidos.
Ao apresentar a revisão, a própria ISO destacou que a edição de 2026 responde a transformações relacionadas a tecnologia, digitalização e ambientes virtuais, além de ampliar a atenção dedicada à análise e mitigação de riscos. É a partir desse encontro entre práticas já consolidadas e novas demandas que o
que o seminário do INBEC foi estruturado.
ISO 19011:2026 e Inteligência Artificial: como essas mudanças chegam às auditorias?
A abertura do evento será conduzida pelo professor Marcello Guimarães Couto e colocará em discussão a aplicação prática da Inteligência Artificial nas auditorias ambientais sob a perspectiva da ISO 19011:2026.
A relação merece atenção porque digitalizar uma atividade não significa retirar dela a necessidade de julgamento profissional. Uma ferramenta de IA pode ajudar a organizar informações, localizar relações em conjuntos de dados ou apoiar determinadas tarefas documentais. A avaliação das evidências, a interpretação dos requisitos aplicáveis e as conclusões da auditoria continuam exigindo competência profissional.
Esse é também um ponto importante para quem pesquisa sobre IA aplicada à auditoria ambiental: a tecnologia precisa ser compreendida dentro do método de trabalho, e não como uma solução independente dele.
A ISO 19011 fornece uma estrutura de orientação para auditorias de sistemas de gestão. A edição de 2026 mantém esse caráter e incorpora ao debate as transformações pelas quais as organizações e os próprios processos de auditoria estão passando. Durante o seminário, essa atualização será analisada a partir da experiência prática de quem atua diretamente com auditorias e sistemas de gestão.
Perícia Judicial e Auditoria Ambiental são a mesma atividade?
Não. Embora possam trabalhar com questões ambientais e compartilhem competências relacionadas à análise técnica, evidências e documentação, elas possuem finalidades diferentes. Na auditoria ambiental, o trabalho pode envolver a avaliação sistemática de processos, sistemas de gestão, práticas e requisitos aplicáveis dentro de um escopo previamente estabelecido.
Já a perícia judicial ambiental está ligada à produção de conhecimento técnico especializado para auxiliar no esclarecimento de questões discutidas em um processo judicial. Essa diferença muda o objetivo do trabalho, os procedimentos adotados, os documentos produzidos e a relação do profissional com os demais envolvidos.
Ao aproximar os dois campos em um mesmo seminário, o INBEC permite discutir também aquilo que eles compartilham: capacidade investigativa, avaliação de evidências, domínio técnico, redação clara, responsabilidade profissional e necessidade de atualização constante.
Para quem ainda está escolhendo uma área de especialização, compreender essas diferenças ajuda inclusive a identificar qual tipo de atuação combina melhor com seus objetivos profissionais.
Atuação ambiental também pode começar antes do conflito judicial
Outro eixo do seminário amplia a discussão para a prevenção e mitigação de danos ambientais. O professor Alexandre Rodrigues de Morais abordará os pareceres extrajudiciais de caráter preventivo e sua aplicação estratégica, incluindo situações relacionadas às negociações de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).
Na área ambiental, um TAC pode estabelecer obrigações e condicionantes destinados, por exemplo, à prevenção, correção, minimização ou reparação de efeitos negativos provocados por determinada atividade. Trata-se de um instrumento extrajudicial que pode ser utilizado para adequação de condutas e tratamento de danos ou riscos ambientais.
Imagine, por exemplo, uma situação em que uma atividade empresarial apresenta impactos que precisam ser tecnicamente caracterizados para orientar medidas de adequação. Um parecer bem fundamentado pode contribuir para identificar condições existentes, avaliar tecnicamente o problema e subsidiar a discussão sobre medidas possíveis antes que o conflito avance.
É uma aplicação que mostra como a formação na área ambiental não se limita à atuação posterior ao dano ou à participação em processos judiciais. Conhecimento técnico também pode servir à prevenção e à tomada de decisão.
Formação técnica basta para construir carreira como perito ou auditor?
Esse questionamento conduz a outra parte da programação. O professor Gilberto Fugimoto de Andrade discutirá o mercado atual e o papel do marketing digital na construção da carreira de peritos e auditores.
Quem pretende atuar como profissional independente, consultor, perito ou auditor precisa dominar sua especialidade, mas também enfrenta questões bastante práticas: como apresentar seus serviços, demonstrar experiência, construir credibilidade e chegar aos públicos que podem demandar aquele conhecimento?
Para profissionais altamente especializados, autoridade técnica e posicionamento profissional precisam ser coerentes entre si. Marketing digital, nesse contexto, não substitui currículo ou competência. Ele pode funcionar como ferramenta para comunicar aquilo que o profissional efetivamente sabe fazer, divulgar áreas de atuação, compartilhar conhecimento e construir presença em um mercado no qual confiança e reputação têm peso significativo.
A experiência de Gilberto Fugimoto de Andrade combina Engenharia Ambiental, Agronomia, Segurança do Trabalho, perícia agroambiental, consultoria, educação online, marketing e desenvolvimento de redes profissionais, permitindo abordar o tema a partir de diferentes frentes da carreira.
O que o mercado exige de quem trabalha com perícia e auditoria ambiental?
O encerramento do seminário reunirá professores da área para discutir competências importantes para profissionais que pretendem atuar nesses campos. Não existe uma única lista capaz de representar todas as especialidades, mas alguns conhecimentos aparecem de forma recorrente:
- interpretação de normas e requisitos;
- análise de documentos e evidências;
- conhecimento da legislação relacionada à atividade;
- capacidade investigativa;
- elaboração de documentos técnicos;
- comunicação de resultados e conclusões;
- ética e responsabilidade profissional;
- gestão e análise de informações;
- domínio adequado das tecnologias utilizadas;
- atualização técnica.
A entrada da IA acrescenta uma competência que tende a ganhar importância: saber avaliar criticamente o que a tecnologia produz. Em atividades que podem ter consequências jurídicas, ambientais, econômicas e sociais, rapidez não pode ser confundida com qualidade técnica.
Quatro discussões para entender a programação do Seminário
Em vez de tratar Perícia Judicial e Auditoria Ambiental somente pelo viés normativo, o evento foi organizado em quatro eixos complementares.
1. Inovação e Tecnologia em Auditoria
Com Marcello Guimarães Couto, o primeiro eixo relacionará Inteligência Artificial, práticas de auditoria e ISO 19011:2026.
2. Mercado e Posicionamento Profissional
Gilberto Fugimoto de Andrade discutirá oportunidades, construção de carreira e utilização do marketing digital por novos peritos e auditores.
3. Prevenção e Mitigação de Danos
Com Alexandre Rodrigues de Morais, a programação chega aos pareceres extrajudiciais preventivos e à sua aplicação estratégica em negociações de Termos de Ajustamento de Conduta.
4. Formação Técnica
No painel final, professores da área discutirão conhecimentos e habilidades necessários para quem pretende desenvolver uma atuação consistente em Perícia Judicial e Auditoria Ambiental.
A sequência permite partir das mudanças tecnológicas, passar pelo desenvolvimento profissional e pela atuação preventiva e chegar às competências técnicas que sustentam essas atividades.
Quem participa do Seminário Nacional?
O corpo de especialistas reúne experiências em Engenharia Ambiental, auditoria, perícias, sistemas de gestão, sustentabilidade, recursos hídricos, Agronomia, Segurança do Trabalho, pesquisa e docência.
Alexandre Rodrigues de Morais
Doutorando em Engenharia Ambiental e mestre em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, possui mais de 20 anos de experiência em atividades sociais e ambientais nos setores público, privado e terceiro setor, com atuação relacionada a licenciamento ambiental, sustentabilidade e docência no Ensino Superior.
Gilberto Fugimoto de Andrade
Mestre em Engenharia Ambiental, engenheiro agrônomo e engenheiro de Segurança do Trabalho. Possui experiência em projetos ambientais, consultoria agronômica, perícia agroambiental, educação, marketing e desenvolvimento de redes profissionais.
Josimar Ribeiro de Almeida
Possui pós-doutorados em Tecnologia Ambiental, Engenharia Ambiental e Saúde Ambiental, além de doutorado e mestrado em Ciências Biológicas, reunindo uma trajetória acadêmica multidisciplinar ligada às ciências e ao meio ambiente.
Marcello Guimarães Couto
Mestre em Sistemas de Gestão, com formação nas áreas de Meio Ambiente, Administração, Direito, Gestão da Qualidade e Segurança do Trabalho. Atua como auditor, consultor, instrutor e avaliador em sistemas integrados de gestão, gestão de riscos e avaliação da conformidade e possui certificação como Auditor Líder.
Solange Mathias de Almeida
Mestre em Engenharia de Transportes, especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho e em Avaliação e Perícias Judiciais. Possui experiência em pesquisa e docência nas áreas de Gestão Ambiental, Perícias Ambientais, Perícias Judiciais e tecnologias aplicadas à construção.
Essa composição permite que o tema seja observado por diferentes perspectivas, algo especialmente relevante em uma área na qual problemas ambientais raramente pertencem a uma única disciplina.
Para quem o evento é indicado?
O seminário pode ser especialmente útil para engenheiros, arquitetos, engenheiros agrônomos, biólogos, gestores e consultores ambientais, auditores, peritos, assistentes técnicos e estudantes, além de profissionais interessados em ingressar ou ampliar sua atuação na área.
Também pode interessar a quem já trabalha com sistemas de gestão, conformidade, licenciamento, sustentabilidade ou produção de análises e documentos técnicos e deseja acompanhar as mudanças recentes relacionadas à auditoria e à tecnologia.
Seminário Nacional do INBEC: datas, horário e inscrição
O Seminário Nacional – Perícia Judicial e Auditoria Ambiental: Estratégia, Tecnologia e Mercado será realizado nos dias:
15 de setembro de 2026 — das 19h30 às 21h30
16 de setembro de 2026 — das 19h30 às 21h30
O evento será online e gratuito, com vagas limitadas.
Dúvidas frequentes sobre Perícia Judicial e Auditoria Ambiental
Preciso já trabalhar como perito ou auditor para participar?
Não. A proposta também contempla profissionais e estudantes interessados em conhecer melhor essas possibilidades de atuação e entender quais competências são exigidas pelo mercado.
A ISO 19011:2026 é uma norma exclusiva para auditoria ambiental?
Não. A ISO 19011:2026 estabelece diretrizes para auditorias de sistemas de gestão de maneira ampla. Entre suas aplicações estão auditorias de sistemas de gestão ambiental relacionados à ISO 14001.
O que mudou na ISO 19011 em 2026?
A quarta edição foi publicada em maio de 2026 e substituiu a versão de 2018. A ISO destaca, entre as mudanças da nova edição, maior atenção aos impactos da tecnologia, digitalização, ambientes virtuais e análise e mitigação de riscos.
Inteligência Artificial pode ser usada em auditorias ambientais?
Ferramentas de IA podem apoiar determinadas tarefas, especialmente aquelas relacionadas ao tratamento e à organização de informações. Seu uso não elimina a necessidade de competência profissional, análise das evidências e avaliação dos requisitos aplicáveis à auditoria.
Qual a diferença entre perito ambiental e auditor ambiental?
As atividades possuem objetivos distintos. A perícia busca esclarecer tecnicamente determinada questão e pode estar vinculada a um processo judicial. A auditoria avalia processos, sistemas, práticas e requisitos dentro de um escopo definido. A formação e as atribuições necessárias dependem da atividade específica exercida.
O seminário é gratuito?
Sim. A participação é gratuita, mediante inscrição, e as vagas são limitadas.
Por que participar?
O profissional que atua na área ambiental encontra hoje questões que não cabem em uma única especialidade. Norma técnica, legislação, análise de evidências, prevenção de danos, novas tecnologias e construção de carreira aparecem em diferentes momentos da atividade.
Durante dois dias, o seminário do INBEC aproxima essas discussões para mostrar como elas chegam ao trabalho real de peritos e auditores.
Para quem já atua, o evento oferece atualização sobre temas recentes, incluindo uma norma publicada há poucos meses. Para quem está avaliando possibilidades de carreira, a programação ajuda a diferenciar funções, conhecer campos de atuação e entender melhor as competências necessárias.
Conclusão
A publicação da ISO 19011:2026, o avanço da Inteligência Artificial e a utilização de instrumentos técnicos voltados à prevenção mostram que Perícia Judicial e Auditoria Ambiental continuam se transformando.
A tecnologia amplia possibilidades, mas também aumenta a importância de profissionais capazes de interpretar informações, trabalhar com evidências, compreender requisitos e assumir responsabilidade pelas análises que produzem.
Nos dias 15 e 16 de setembro de 2026, o INBEC reúne especialistas com diferentes experiências para colocar essas questões em discussão no Seminário Nacional – Perícia Judicial e Auditoria Ambiental: Estratégia, Tecnologia e Mercado.